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Qual o prazo para guardar notas fiscais e comprovantes de comissão?

Qual o prazo para guardar notas fiscais e comprovantes de comissão?

Saber por quanto tempo guardar documentos fiscais e bancários é um dos cuidados mais importantes para manter o negócio em conformidade com a legislação. Na correria das operações, a organização administrativa costuma ficar em segundo plano — mas manter um histórico bem estruturado não serve apenas para o controle interno: é a principal defesa do empreendedor diante de questionamentos do Fisco e de divergências em declarações passadas. A falta de comprovantes pode transformar ganhos legítimos em problema, levando à malha fina da Receita Federal e até a autuações por falta de comprovação de renda. Por isso, a gestão documental deve ser encarada como parte estratégica da rotina financeira. O prazo legal para guardar comprovantes A regra que orienta o armazenamento de notas fiscais e extratos está ligada ao tempo que a Receita Federal tem para fiscalizar o contribuinte. Pelo Código Tributário Nacional, o direito de cobrar tributos caduca após cinco anos, contados a partir do primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido feito. Assim, o prazo recomendado para arquivar notas emitidas, comprovantes de comissão e relatórios de saques é de cinco anos — período que garante a comprovação da origem dos rendimentos em caso de malha fina ou auditoria. Comprovantes de pagamento de comissão Relatórios de vendas, extratos de plataformas e comprovantes de depósitos referentes a comissões também devem ser guardados por cinco anos. Esses documentos servem de contraprova para conferir os valores declarados no Imposto de Renda (como Carnê-Leão ou IRPJ) com o faturamento real do período. Organização digital dos documentos Com a digitalização do setor tributário, não é preciso manter papéis físicos, desde que os arquivos digitais fiquem salvos em locais seguros, como serviços de armazenamento em nuvem ou discos externos. Para evitar perda de dados, a recomendação é organizar os arquivos em pastas por ano e mês, reunindo tanto o comprovante de pagamento fornecido pela plataforma quanto a respectiva nota fiscal do serviço.

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Pequenos negócios do Brasil usam mais IA que os norte-americanos, aponta Sebrae

Pequenos negócios do Brasil usam mais IA que os norte-americanos, aponta Sebrae

Os pequenos negócios brasileiros estão adotando a inteligência artificial (IA) num ritmo bem mais acelerado que as empresas dos Estados Unidos. É o que mostra a pesquisa inédita Transformação Digital nos Pequenos Negócios (2026), feita pelo Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa. O levantamento ouviu 7.182 empreendedores — entre MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte — entre 24 de março e 8 de maio. Segundo os dados, 52% dos donos de pequenos negócios brasileiros usaram IA nas duas semanas anteriores à entrevista, contra apenas 21% registrados pela pesquisa equivalente do U.S. Census Bureau (BTOS), dos EUA. O interesse também é maior por aqui: 60% dos empresários brasileiros pretendem adotar ou ampliar o uso de IA no próximo semestre, ante 24% dos norte-americanos. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o dado reflete a criatividade do empreendedor brasileiro diante de novas tecnologias. "O nosso empresário percebeu que a IA não é uma realidade distante de grandes corporações, mas sim uma ferramenta de competitividade diária que cabe no bolso e ajuda no dia a dia da empresa", destaca. Aliada, não substituta Pela pesquisa, a IA tem funcionado como apoio, e não como motivo para demissões. Tanto nos EUA quanto no Brasil, a tecnologia alterou o número de funcionários em menos de 10% das empresas. No Brasil, 90% dos pequenos negócios que usam IA não mudaram o quadro de pessoal nos últimos seis meses por causa dela; apenas 5% reduziram postos e 3% aumentaram contratações motivadas pela IA. O principal uso da IA foi aprimorar tarefas já realizadas pelos colaboradores (28%) e introduzir novas funções (19%). Quando houve substituição de tarefas por IA, 55% dos empresários relataram que a mudança envolveu apenas um pequeno número de atividades específicas. No mercado brasileiro, 46% dos negócios precisaram criar novos fluxos de trabalho para incorporar as ferramentas — nos EUA, só 15% repensaram os fluxos e 64% disseram que a IA não exigiu mudança significativa na estrutura, contra 33% no Brasil. Perfil de uso A adoção é liderada pelas empresas de pequeno porte (EPP), onde o uso nas duas semanas anteriores chegou a 61%, com destaque para o setor de Serviços (62%). Entre os perfis, os empreendedores mais jovens, de 18 a 29 anos (78%), e os com pós-graduação (75%) são os que mais aplicam a tecnologia. Por outro lado, a principal barreira para quem ainda não usa IA é a desinformação: 38% dos que não planejam adotá-la nos próximos seis meses citam a "falta de conhecimento sobre as capacidades da IA". Nos EUA, o principal argumento é que a tecnologia "não se aplica ao negócio" (62%). "O recado da pesquisa é claro: o empreendedor quer usar, mas muitos ainda não sabem por onde começar. O Sebrae conta com cursos e consultorias para apoiar o pequeno negócio nesse desafio, para transformar esse desconhecimento em produtividade aplicada às rotinas operacionais, de marketing e finanças dessas empresas", reforça Rodrigo Soares.

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Receita Sintonia: empresas podem consultar a classificação fiscal

Receita Sintonia: empresas podem consultar a classificação fiscal

As empresas que participam do piloto do Programa Receita Sintonia já podem consultar a classificação de conformidade tributária e aduaneira atribuída pela Receita Federal. A iniciativa busca estimular o cumprimento das obrigações e oferecer tratamento diferenciado aos contribuintes com os melhores níveis de conformidade. A classificação leva em conta o comportamento tributário e aduaneiro da empresa e mostra como o contribuinte está posicionado nos critérios do programa, com o detalhamento da pontuação. Segundo a Receita Federal, o Sintonia integra uma estratégia de estímulo à conformidade, com o objetivo de "aproximar o Fisco dos contribuintes e incentivar a regularidade em vez de concentrar a atuação apenas na fiscalização de irregularidades". Quais são os benefícios? As empresas com melhor classificação podem ter tratamento diferenciado perante a Receita Federal. Entre os benefícios previstos estão a prioridade na análise de pedidos de restituição, ressarcimento e reembolso de tributos federais; atendimento mais ágil; participação em seminários e capacitações; participação em fóruns consultivos; e acesso ao Programa Receita Consenso. Além de indicar o nível de conformidade, a classificação pode representar uma vantagem operacional para quem mantém as obrigações em dia. Como consultar a classificação A consulta é feita pela internet, pelo próprio responsável pela empresa ou pelo profissional contábil. Pela empresa, o contribuinte acessa o serviço Minhas Empresas com uma conta Gov.br de nível Prata ou Ouro e, em seguida, pesquisa as empresas vinculadas ao CPF, seleciona o estabelecimento desejado, abre o menu "Serviços" e clica em "Classificação pelo Programa Sintonia". Pelo contador, o profissional pode consultar a classificação dos clientes por meio do serviço Meus Clientes, disponibilizado pela Receita Federal: após acessar a plataforma, basta localizar a empresa e entrar na opção correspondente à classificação pelo Programa Sintonia. A consulta é gratuita e com atendimento imediato, e a Receita informa que "a classificação é disponibilizada mensalmente, até o dia 10 de cada mês". O que fazer com a classificação Para empresas e escritórios contábeis, acompanhar a classificação ajuda a transformar o resultado em ferramenta de gestão tributária e prevenção de problemas fiscais. Se a nota vier abaixo do esperado, o acompanhamento permite identificar a necessidade de revisar obrigações, pagamentos e cadastros; já uma boa classificação indica que os processos tributários estão em ordem e que a empresa pode aproveitar os benefícios do programa. Por isso, o resultado não deve ser visto apenas como uma pontuação, mas como mais um indicador para acompanhar a situação fiscal do negócio.

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Sustentabilidade fortalece competitividade de pequenos negócios com apoio de plataforma do Sebrae

Sustentabilidade fortalece competitividade de pequenos negócios com apoio de plataforma do Sebrae

Transformar boas práticas ambientais em resultado para o negócio é a proposta da Plataforma Crescimento Sustentável, do Sebrae, desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia BIUD. Com mais de 16 mil empresas ativas e 20 mil atendimentos, a ferramenta usa tecnologia, inteligência de dados e orientação especializada para ajudar pequenos negócios a adotarem práticas ESG. A iniciativa foi um dos destaques do primeiro dia da Feira do Empreendedor do Maranhão, em São Luís. A solução digital reúne inteligência artificial aplicada a marketing e vendas e reconhece o avanço das empresas em ESG por meio do Selo de Sustentabilidade do Sebrae. Segundo a analista de Empreendedorismo Feminino e Diversidade e gestora do Projeto Crescimento Sustentável do Sebrae Nacional, Ana Caroline Ribeiro Mangia, "o empreendedor realiza um diagnóstico baseado na norma da ABNT adaptada aos pequenos negócios. A inteligência artificial analisa as informações e aponta onde melhorar". Até o momento, a plataforma já gerou mais de 7 mil recomendações personalizadas, além de mais de 4 mil reconhecimentos iniciais em ESG e mais de 53 conquistas do Selo de Sustentabilidade do Sebrae. Reconhecimento O Selo de Sustentabilidade do Sebrae foi criado para incentivar os pequenos negócios a avançarem em práticas socioambientais e de governança. O reconhecimento é dividido em quatro categorias progressivas: Bronze, Prata, Ouro e Diamante. Além de valorizar o compromisso socioambiental, o selo fortalece o posicionamento das empresas no mercado e amplia a capacidade de atrair clientes. Entre os negócios que alcançaram o reconhecimento está a Ricco Burger, fundada por Ricardo Sechis, que conquistou o Selo Diamante e passou a usar informações do próprio negócio e da plataforma para apoiar decisões estratégicas. "Sempre fui um entusiasta de certificações porque elas cumprem papéis essenciais dentro da empresa: apontam o caminho para onde queremos conduzir o negócio. No caso do selo do Sebrae, foi um direcionamento muito forte em ESG", destaca o empresário.

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Imposto zero para jovem que quer empreender em certas cidades

Imposto zero para jovem que quer empreender em certas cidades

Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados quer mudar a realidade dos jovens que desejam empreender nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. O Projeto de Lei 2367/26, do deputado Silvio Antonio (MA), institui o programa Minha Empresa, Meu Futuro, que garante isenção de tributos federais para negócios abertos por jovens em municípios com IDH abaixo da média nacional. A ideia é oferecer um alívio fiscal decisivo no começo das atividades. Pela proposta, as novas empresas ficam totalmente isentas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além do PIS/Pasep e da Cofins, durante os três primeiros anos de funcionamento. O que é preciso para empreender Para acessar o incentivo, o texto define regras voltadas ao impacto local e ao combate ao desemprego: o negócio deve ter como proprietário ou sócio majoritário um jovem de 18 a 29 anos; a sede e a operação principal precisam estar localizadas e regularizadas em municípios com IDH-M inferior à média do país; e o empreendimento deve gerar pelo menos um emprego direto formal, além da vaga do próprio sócio-titular. Foco nas regiões de menor renda Dados do IBGE citados na justificativa do projeto mostram que 43% dos jovens maranhenses de 18 a 29 anos vivem em lares com renda per capita de até meio salário mínimo, enquanto apenas 12% dos jovens empreendedores do estado atuam no mercado formal. Nesse cenário, o objetivo é abrir um caminho real de prosperidade e estimular a formalização dos negócios em áreas historicamente desassistidas. Caminho até a aprovação A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara e ainda passará pela análise das comissões de Desenvolvimento Econômico; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

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Governo eleva previsão de salário mínimo para R$ 1.741 em 2027

Governo eleva previsão de salário mínimo para R$ 1.741 em 2027

O governo federal revisou para cima a projeção do salário mínimo de 2027: o valor estimado passou de R$ 1.717 para R$ 1.741. A nova previsão consta da proposta orçamentária que deve ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda pode mudar até a definição oficial do piso. O ajuste representa R$ 24 a mais em relação ao cálculo anterior. Se confirmado, o salário mínimo terá alta de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. Como é calculado o salário mínimo A estimativa segue a política de valorização do salário mínimo, que soma a inflação acumulada até novembro do ano anterior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para 2027, o governo trabalha com inflação prevista de 4,93% e leva em conta o avanço de 2,3% do PIB registrado em 2025. A fórmula, porém, está sujeita ao teto do novo arcabouço fiscal. Desde 2024, o ganho real do piso é limitado a 2,5% acima da inflação, como forma de conter o crescimento das despesas públicas. Com a revisão, o reajuste previsto fica acima da projeção de abril, quando o governo indicava R$ 1.717 para o próximo ano. Impacto nas contas públicas A elevação do piso também pressiona os gastos do governo, já que o salário mínimo serve de referência para uma série de benefícios e despesas obrigatórias, como aposentadorias, pensões e outros pagamentos vinculados ao valor nacional. Pela estimativa do próprio governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera cerca de R$ 413,2 milhões em despesas adicionais. Com a nova projeção, a pressão sobre o Orçamento de 2027 é calculada em torno de R$ 9,9 bilhões. O impacto fiscal é um dos fatores considerados na definição do valor final, que ainda dependerá da inflação efetiva até novembro e dos demais parâmetros do cálculo. Valor ainda não é definitivo Apesar de constar da proposta orçamentária, os R$ 1.741 não são necessariamente o salário mínimo que valerá em janeiro de 2027. A definição depende dos indicadores econômicos usados na fórmula de reajuste e das atualizações que ainda podem ocorrer até o fim do ano — a proposta orçamentária será enviada ao Congresso até 31 de agosto, dentro do prazo constitucional. Para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais atrelados ao piso nacional, a mudança significaria uma elevação nominal de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual, caso a projeção se confirme.

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