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Split payment pode pressionar o fluxo de caixa das empresas

Split payment pode pressionar o fluxo de caixa das empresas

A implementação do split payment, mecanismo previsto na Reforma Tributária do consumo, deve mudar a forma como as empresas administram o fluxo de caixa. O sistema permitirá separar, no momento da liquidação financeira da operação, a parcela referente ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Na prática, parte do valor pago irá direto para o recolhimento dos tributos, enquanto a empresa recebe apenas o valor líquido da operação. Isso pode reduzir a disponibilidade imediata de recursos e exigir uma nova estratégia de capital de giro. O split payment não representa, por si só, aumento de carga tributária, mas altera a dinâmica financeira e o momento em que o dinheiro fica disponível. O que é o split payment Também chamado de pagamento dividido, o split payment é um dos mecanismos previstos na regulamentação da Reforma para operacionalizar o recolhimento de IBS e CBS. Em vez de a empresa receber o valor integral da venda e recolher os impostos depois, a parcela dos tributos é separada durante o pagamento e direcionada à arrecadação. A medida busca aumentar a eficiência do sistema, reduzir a inadimplência e dificultar fraudes e sonegação. Como pode afetar o caixa Hoje, dependendo do regime e da operação, a empresa pode receber o valor integral de uma venda e ter um prazo para recolher os tributos — e usar esse intervalo para financiar as atividades. Com o split payment, essa folga tende a diminuir. Numa operação hipotética de R$ 100 mil, por exemplo, a parcela dos tributos poderia ser separada já na liquidação, fazendo a empresa receber apenas o montante líquido. O principal impacto, portanto, está na liquidez e no capital de giro, e não na rentabilidade ou na carga tributária. Capital de giro exige mais atenção Empresas que usam o intervalo entre receber as vendas e recolher os tributos como parte da estratégia financeira precisarão rever o planejamento. A redução dos recursos em caixa pode aumentar a necessidade de capital de giro, de antecipação de recebíveis ou de crédito de curto prazo, sobretudo em negócios com margens menores ou ciclos financeiros mais longos. O efeito varia conforme o setor, o prazo dado aos clientes e a relação entre pagamentos a fornecedores e recebimentos. Mudança exige integração entre áreas O split payment não é apenas uma questão fiscal: envolve contabilidade, financeiro, tecnologia, faturamento e gestão. Os sistemas precisarão identificar corretamente os valores das operações, os tributos incidentes e os montantes efetivamente recebidos, além de revisar conciliações, emissão de documentos fiscais e cadastros de produtos e clientes. Erros nas informações fiscais podem gerar impacto financeiro e dificultar o aproveitamento de créditos de IBS e CBS. Como se preparar A preparação deve começar antes da implementação. Entre as medidas recomendadas estão: projetar o fluxo de caixa para os próximos anos; avaliar a necessidade adicional de capital de giro; revisar prazos de pagamento e recebimento; atualizar os sistemas financeiros, fiscais e contábeis; revisar cadastros e processos internos; capacitar as equipes; e acompanhar as regulamentações da Reforma. Planejar com antecedência ajuda a identificar quais operações sofrerão maior impacto e a buscar alternativas para preservar a liquidez.

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Mercado aberto: como construir uma carreira de sucesso na Contabilidade

Mercado aberto: como construir uma carreira de sucesso na Contabilidade

A evolução tecnológica virou pré-requisito na rotina contábil. Ferramentas digitais e certificados eletrônicos agilizam processos, mas não mudam a essência da profissão: "o papel do contador é zelar pela saúde financeira das organizações", independentemente da tecnologia usada. Como se destacar na profissão Para o profissional recém-formado, alguns passos ajudam a ganhar espaço: estruturar um ambiente de trabalho funcional, analisar a concorrência local, investir em marketing pessoal com um portfólio bem apresentado e buscar capacitação contínua, tanto em gestão interna quanto em atendimento ao cliente. Autonomia ou estabilidade Há dois caminhos principais. A contratação via CLT oferece estabilidade financeira e direitos trabalhistas, mas limita a atuação a uma empresa. Já o trabalho autônomo dá liberdade de horários e permite atender vários clientes, exigindo, em contrapartida, mais tolerância à instabilidade de renda. Passos para se tornar um bom profissional Entre as recomendações estão investir em uma estrutura física adequada, pesquisar o mercado e os concorrentes, desenvolver o marketing pessoal com portfólio, avaliar o próprio nível de conhecimento e fazer cursos de atualização em atendimento e em procedimentos internos. Não há um caminho único "Não existe um único caminho para o sucesso." É comum que o iniciante comece como funcionário formal para ganhar experiência prática e, depois, migre para a prestação de serviços independente ou para a abertura do próprio escritório contábil.

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Reforma Tributária: Receita exige novas credenciais de API em 24 de agosto

Reforma Tributária: Receita exige novas credenciais de API em 24 de agosto

Empresas, desenvolvedores e fornecedores de sistemas que usam APIs ligadas à Reforma Tributária do Consumo precisam ficar atentos a uma atualização programada pela Receita Federal para 24 de agosto. O órgão vai atualizar a plataforma que gerencia as credenciais de acesso às APIs dos ambientes piloto e beta da Reforma. Com a mudança, as credenciais atuais deixarão de ser suficientes para acessar parte dos serviços, sendo necessário gerar novas credenciais após o procedimento. A atualização também passará a permitir que uma mesma credencial seja usada em diferentes serviços, desde que o usuário tenha as autorizações necessárias para cada API. Sistema ficará indisponível por três horas A atualização está prevista para 24 de agosto, das 8h às 11h, período em que a plataforma ficará fora do ar. Por isso, empresas e equipes responsáveis por integrações devem considerar essa janela no planejamento das operações. Depois das 11h, será preciso acessar os canais da Receita e gerar novas credenciais antes de retomar o uso das APIs afetadas. Quais APIs serão afetadas? Segundo a Receita, a mudança alcança quatro APIs: consulta de débitos de CBS; consulta de débitos de CBS no ambiente de produção restrita; envio de eventos da DeRe (Declaração de Regimes Específicos) em produção restrita; e envio de eventos de ReOps (Regime de Operações) em produção restrita. A alteração exige atenção principalmente de desenvolvedores, empresas de tecnologia, fornecedores de ERP e equipes fiscais que já testam ou integram a infraestrutura da Reforma. Credenciais atuais precisarão ser substituídas As credenciais funcionam como mecanismo de identificação e autenticação dos sistemas que acessam cada serviço. Depois de 24 de agosto, as atuais não bastarão para as quatro APIs afetadas — não adianta apenas esperar o retorno da plataforma: será preciso gerar uma nova credencial e adequar a integração. A principal novidade é a possibilidade de usar uma única credencial em vários serviços, mas isso não dá acesso automático a todas as APIs: as regras de autorização continuam individuais. Onde gerar as novas credenciais Depois da atualização, as novas credenciais poderão ser geradas nos ambientes da Receita Federal — entre eles o Portal Piloto da CBS, usado para testes e desenvolvimento das soluções da Contribuição sobre Bens e Serviços. O serviço também seguirá disponível no Portal Nacional da Tributação de Bens e Serviços e no Portal de Serviços da Receita Federal. Empresas devem revisar integrações Para quem usa diretamente alguma das quatro APIs, o trabalho não acaba na geração da credencial: é preciso conferir se os sistemas integrados estão usando corretamente os novos dados de autenticação e se a comunicação foi restabelecida. A recomendação é mapear com antecedência quais sistemas internos ou fornecedores dependem desses acessos, evitando descobrir a incompatibilidade só quando uma integração parar de funcionar. Contadores e áreas fiscais devem checar com fornecedores de ERP e equipes de TI se alguma integração da empresa usa as APIs afetadas.

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"Febre" das canetas emagrecedoras impulsiona faturamento de pequenos negócios

"Febre" das canetas emagrecedoras impulsiona faturamento de pequenos negócios

O uso crescente das canetas emagrecedoras está abrindo novas oportunidades para os pequenos negócios, especialmente em setores como costura e estética. Como a perda de peso costuma ser rápida, cresce a procura por ajustes de roupas e por tratamentos estéticos. Oportunidade para os pequenos negócios Para Alberto Vallim, analista de inteligência setorial do Sebrae, "diferentemente das dietas tradicionais, as canetas emagrecedoras mudam muito rápido as necessidades de consumo". Ele recomenda que os pequenos empreendedores transformem atendimentos isolados em vendas recorrentes, com combos de serviços ou planos de assinatura. Costura em alta Com 30 anos de profissão no Rio de Janeiro, a costureira Ana Lúcia André relata aumento expressivo na procura por ajustes. Muitas vezes o trabalho vai além de apertar a peça e exige remodelar por completo vestidos, calças e saias. Como os clientes continuam emagrecendo, é comum voltarem várias vezes com a mesma roupa, gerando novos consertos. Clínicas de estética Sócia-proprietária da Point do Corpo, na Tijuca (RJ), Paula Araújo Azevedo Martins conta que o faturamento da clínica subiu cerca de 20% nos últimos meses. A maior parte da demanda envolve tratamentos para flacidez facial e corporal, já que a perda rápida de peso deixa a pele sem firmeza. Segundo ela, cada paciente passa por avaliação individual antes dos procedimentos, pois idade, quantidade de peso perdido e grau de flacidez influenciam na escolha do tratamento.

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6 obrigações que todo MEI precisa cumprir

6 obrigações que todo MEI precisa cumprir

O Microempreendedor Individual (MEI) conta com um modelo de tributação simplificado, mas precisa cumprir uma série de obrigações para se manter regular. O descumprimento pode gerar penalidades ou até o cancelamento da formalização. Veja abaixo os seis principais deveres. 1. Tributação sobre o salário do funcionário O MEI pode contratar no máximo um empregado. Além do salário, precisa recolher 3% ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e 8% de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os valores passam a ser contabilizados a partir da data de contratação e não podem ser pagos de forma retroativa. 2. Pagamento mensal do DAS Todo mês, o MEI deve pagar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), cujo valor corresponde a 5% do piso nacional e varia conforme as mudanças no salário mínimo. 3. Relatório mensal de receitas É obrigatório preencher mensalmente o relatório de receitas brutas, anexando as notas fiscais de compras e vendas. 4. Declaração Anual Simplificada Ao fim de cada exercício, o MEI deve entregar a Declaração Anual Simplificada (DASN-SIMEI), informando o faturamento do ano anterior. O prazo costuma ser 31 de maio, e o lucro normalmente é isento de impostos. 5. Nota fiscal O MEI deve emitir nota fiscal nas transações com pessoas jurídicas ou quando o consumidor pessoa física solicitar. 6. Alvará de funcionamento É preciso solicitar o alvará de funcionamento no município onde a empresa vai operar, já que as regras variam de acordo com a localidade.

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Freelancers deixam de ser apoio pontual e ocupam espaço estratégico nas empresas

Freelancers deixam de ser apoio pontual e ocupam espaço estratégico nas empresas

A contratação de profissionais sob demanda deixou de ser uma solução apenas para picos de trabalho e passou a integrar a estrutura de muitas empresas. Um levantamento da consultoria HUG, feito em julho com freelancers e profissionais PJ de todo o país, mostra que "53,4% dos entrevistados já atuam há mais de quatro anos nesse formato", combinando equipes internas com especialistas externos conforme a necessidade dos projetos. Embora o conceito não seja novo, especialistas apontam que a modalidade está deixando de ser emergencial para se tornar parte estruturada do planejamento de RH. Dados da consultoria indicam crescimento da demanda por esses profissionais, impulsionado pela escassez de talentos especializados, pela busca de mais velocidade na execução e pela aceleração da transformação digital. Para Gustavo Loureiro Gomes, CEO da HUG, "o Open Talent migrou do modelo de apagar incêndios para fazer parte do desenho estrutural das organizações". Ele explica que "as empresas mais inovadoras já trabalham com uma lógica em que mantêm internamente o núcleo responsável pela cultura, pela estratégia e pela visão de longo prazo, enquanto acessam especialistas externos para acelerar projetos específicos". O movimento acompanha ainda uma mudança no perfil dos profissionais mais experientes — executivos e líderes de marketing, tecnologia, dados, produto e estratégia têm buscado mais flexibilidade para atuar em diferentes projetos. Especialistas complementam as equipes internas O modelo não substitui as equipes permanentes, mas amplia a capacidade de execução. É o caso do Grupo Boticário, que adotou o sistema para mais de 60 profissionais alocados e alcançou 96% de retenção desses talentos. Enquanto os colaboradores internos concentram o conhecimento do negócio, a cultura e os processos, os especialistas sob demanda agregam repertório técnico, experiência de diferentes mercados e agilidade na implementação. "O sucesso desse modelo depende de enxergar esses profissionais como parceiros estratégicos, e não apenas como fornecedores externos", afirma Loureiro, que destaca a importância de clareza de escopo, contexto bem definido e autonomia. Para a integração funcionar, a empresa ressalta processos claros de onboarding, definição objetiva de responsabilidades, acesso às informações necessárias e alinhamento entre os profissionais externos e as lideranças internas. Marketing, tecnologia e dados lideram As áreas de marketing, comunicação, tecnologia e dados estão entre as que mais adotam o modelo, por operarem em ambientes de mudança frequente de ferramentas, canais e competências. Nesses casos, a contratação sob demanda permite incorporar profissionais experientes com mais rapidez, sem criar uma vaga permanente para uma necessidade temporária. Agilidade acima da redução de custos Ainda que a redução de custos e o ganho de produtividade pesem na decisão, a HUG avalia que o maior benefício está no acesso rápido a competências especializadas. "O maior valor do Open Talent não está em economizar na folha de pagamento, mas em reduzir o custo da demora e da ineficiência", argumenta Loureiro, lembrando que muitas empresas precisam decidir em poucos dias, enquanto um processo seletivo tradicional pode levar de 45 a 60 dias.

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