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IBS e CBS: novo programa permitirá corrigir erros em documentos fiscais e evitar penalidades

IBS e CBS: novo programa permitirá corrigir erros em documentos fiscais e evitar penalidades

A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) criaram uma nova ferramenta para ajudar as empresas a se adaptarem às obrigações acessórias da Reforma Tributária do Consumo ao longo de 2026. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026, assinado na quarta-feira (12), institui o Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT), voltado a acompanhar o preenchimento das informações de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos. A lógica é permitir uma adaptação assistida durante o ano de testes, em que inconsistências possam ser identificadas e corrigidas antes de qualquer penalidade — desde que o contribuinte cumpra os requisitos. O programa, porém, não é uma dispensa geral das obrigações relacionadas aos novos tributos. Para se manter amparado, o contribuinte precisa demonstrar comportamento ativo na adequação dos seus documentos fiscais. Quem poderá participar Poderão aderir os contribuintes sujeitos às obrigações acessórias de IBS e CBS que atenderem aos critérios definidos. Entre os principais estão: apresentar evolução contínua na emissão correta dos documentos fiscais; responder às comunicações e intimações recebidas; corrigir as inconsistências identificadas até 31 de dezembro de 2026; e manter contato com o profissional de contabilidade responsável pela conformidade fiscal. A Receita deixa claro que o benefício depende da atuação do próprio contribuinte. Em comunicado, o órgão afirmou que "a inércia do contribuinte é o comportamento que não terá amparo no programa". Na prática, não basta esperar uma regularização automática: os campos de IBS e CBS precisam ser preenchidos. Como funciona a adaptação assistida O PNCT acompanha a evolução dos contribuintes durante a transição. Receita e CGIBS poderão apontar inconsistências no cumprimento das obrigações e comunicar a empresa para que faça os ajustes. O modelo prioriza a orientação e a correção ao longo de 2026, em vez de concentrar a fiscalização apenas na aplicação de multas. Para usufruir do tratamento, no entanto, será preciso responder às comunicações e comprovar que os problemas estão sendo corrigidos. A data de 31 de dezembro de 2026 funciona como marco para regularizar as inconsistências apontadas. Contador poderá acompanhar as inconsistências Um ponto de destaque para a classe contábil é a participação expressa do profissional responsável pela conformidade fiscal. O ato permite que Receita e Comitê Gestor compartilhem as comunicações com o contador indicado pela empresa, desde que haja autorização expressa. Com acesso às informações, o profissional pode acompanhar as inconsistências e orientar o cliente sobre as providências — o que reforça o papel do contador na implantação da Reforma, diante do volume de mudanças em documentos eletrônicos, classificação de operações e novos campos de IBS e CBS. Programa não elimina a obrigação de preencher IBS e CBS É importante separar a flexibilização das validações dos documentos fiscais da obrigação tributária em si. Receita e CGIBS já haviam definido que certos documentos poderiam continuar sendo autorizados mesmo sem as informações de IBS e CBS durante a adaptação. Ou seja, em algumas situações a nota pode ser tecnicamente autorizada pelo sistema sem que isso signifique estar em conformidade com a lei. O PNCT atua justamente nesse espaço: as inconsistências poderão ser identificadas e comunicadas para correção posterior. A não rejeição automática de um documento não deve ser lida como permissão para ignorar os novos campos. Iniciativa já estava prevista na regulamentação O mecanismo de conformidade não é novo: já constava da Lei Complementar nº 214/2025, uma das principais normas de regulamentação da Reforma Tributária do Consumo. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 apenas estabelece as condições para aplicá-lo na prática em 2026, ano marcado pelo caráter de transição, em que empresas, administrações tributárias e desenvolvedores testam e ajustam seus sistemas antes da cobrança efetiva dos novos tributos. O que empresas e contadores devem fazer Para empresas e escritórios de contabilidade, o programa abre uma janela para corrigir problemas durante a adaptação, mas aumenta a importância de acompanhar de perto as comunicações dos Fiscos. A recomendação é não deixar para dezembro: convém monitorar a qualidade dos documentos emitidos, identificar erros recorrentes, revisar as parametrizações dos sistemas e responder às comunicações recebidas. O ponto central é que, em 2026, o tratamento diferenciado estará ligado à demonstração de esforço real de conformidade. Empresas que evoluírem, atenderem às orientações e corrigirem as inconsistências poderão se beneficiar da abordagem assistida do PNCT — enquanto a falta de providências diante dos erros identificados não terá proteção.

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Crédito assistido: orientação ao empreendedor reduz inadimplência no cooperativismo

Crédito assistido: orientação ao empreendedor reduz inadimplência no cooperativismo

O avanço rápido do cooperativismo de crédito no Brasil traz junto um desafio: como ampliar a oferta de recursos sem comprometer a sustentabilidade das operações? Para o Sebrae, a saída está em qualificar a demanda e preparar quem vai tomar o crédito. É essa a proposta da metodologia de Crédito Assistido, que o Sebrae apresentará no Concred 2026 — apontado como o maior evento de cooperativismo de crédito do mundo, marcado para 26 de agosto. A ideia é mostrar como a orientação empresarial diminui o risco de crédito e fortalece a governança das instituições financeiras parceiras. A metodologia organiza o apoio aos pequenos negócios em três etapas que se complementam: Planejamento (pré-crédito) Diagnóstico das finanças da empresa, checagem da real necessidade do capital e análise da capacidade de pagamento, de modo a evitar o superendividamento. Contratação (crédito) Orientação sobre as melhores linhas de financiamento disponíveis, taxas adequadas e uso do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) para complementar garantias. Monitoramento (pós-crédito) Acompanhamento de como o dinheiro é aplicado no negócio, avaliação dos resultados e suporte para manter o fluxo de caixa saudável e as parcelas em dia. Segundo Valdir Oliveira, gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, o objetivo é fazer com que o crédito funcione como alavanca de crescimento, e não como fonte de endividamento. "Essa abordagem humanizada e preventiva reduz significativamente os riscos de inadimplência", afirma. Fampe já avalizou mais de R$ 10 bilhões em empréstimos Os resultados aparecem nos indicadores de adimplência dos financiamentos garantidos pelo Fampe, do Sebrae. O fundo atua como avalista complementar para pequenos negócios que querem crédito em bancos parceiros, mas não têm bens suficientes para oferecer como garantia. Impulsionado por parcerias e por programas como o Acredita, o Fampe já viabilizou mais de R$ 10 bilhões em empréstimos a pequenos negócios brasileiros, superando 117 mil operações concedidas. Só nos últimos 12 meses foram cerca de 41,7 mil operações nos principais sistemas cooperativos do país — Sicoob, Sicredi e Cresol — com aval do Fampe, das quais aproximadamente 90% estão rigorosamente em dia. Proximidade que gera resultados O índice de adimplência do sistema cooperativo apoiado pelo Sebrae supera o de outros segmentos que operam com garantias institucionais, como os bancos de desenvolvimento regionais (78,7%) e as agências de fomento (76%). Para Oliveira, "os números comprovam que a união entre a presença territorial e a proximidade das cooperativas de crédito com a metodologia de orientação assistida do Sebrae promove resultados extraordinários. O empresário consegue honrar seus compromissos porque recebeu a orientação correta sobre quanto tomar, como aplicar o dinheiro e como gerir o caixa".

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Desafios e caminhos para abrir seu primeiro escritório contábil

Desafios e caminhos para abrir seu primeiro escritório contábil

Abrir o primeiro escritório de contabilidade é um marco na carreira, mas exige do profissional muito mais do que conhecimento técnico: a passagem da atuação técnica para a gestão de um negócio traz desafios de planejamento, estrutura e conformidade que precisam ser enfrentados desde o início. Fundamentos operacionais do escritório contábil A base de uma operação sólida começa pela estruturação jurídica e regulatória. É preciso formalizar a empresa junto aos órgãos competentes, obter o registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), escolher a natureza jurídica adequada e garantir CNPJ e alvarás de funcionamento. Além disso, o ambiente fiscal brasileiro cobra atualização permanente. As mudanças frequentes na legislação tributária, previdenciária e trabalhista exigem aperfeiçoamento contínuo, já que falhas no cumprimento de obrigações acessórias comprometem a reputação do escritório e podem gerar passivos para os clientes. Estruturação comercial do escritório Vencida a etapa regulatória, o desafio passa a ser o crescimento sustentável por meio da captação de clientes. No setor contábil, a prospecção precisa conciliar a busca por novos contratos com as diretrizes éticas da profissão, e duas abordagens se destacam: o Outbound e o Inbound Marketing. O Outbound é a prospecção ativa e direta — anúncios, banners e campanhas patrocinadas —, que traz visibilidade rápida, mas depende de orçamento bem definido e de precisão na abordagem. Já o Inbound Marketing aposta na atração e na construção de autoridade: com conteúdo em portais, blogs otimizados para SEO e redes sociais, o escritório esclarece dúvidas recorrentes sobre planejamento tributário, gestão financeira e eSocial, criando confiança antes mesmo do contrato. Definição do público-alvo e da persona Um erro caro é tentar atender todos os segmentos ao mesmo tempo, o que dispersa recursos e reduz a margem de lucro. Para melhorar o atendimento e baixar o custo de aquisição de clientes (CAC), o gestor deve delimitar o público-alvo — um recorte mais amplo, como micro e pequenas empresas do comércio em uma região metropolitana — e desenhar a persona, o perfil detalhado de quem decide a contratação, com suas dores, necessidades e hábitos. Quanto mais precisa a persona, melhor se orientam o portfólio de serviços e a linguagem das campanhas, o que tende a elevar a taxa de conversão. Campanhas e orçamento Consolidar a marca exige um plano de marketing estruturado, com metas claras e métricas acompanhadas de perto. Investimentos em tráfego pago nas redes sociais e nos buscadores ajudam a acelerar a captação, desde que apoiados em testes controlados e em um orçamento bem definido. Em paralelo, a produção de conteúdo próprio e autoral garante relevância orgânica e reforça o posicionamento do escritório. Conclusão Abrir e consolidar o primeiro escritório contábil depende do equilíbrio entre competência técnica e visão estratégica de negócio. As exigências fiscais e regulatórias são uma barreira permanente, mas a estruturação rigorosa somada ao domínio de marketing sustenta a saúde financeira do empreendimento. Ao unir conformidade, definição clara do cliente e uso inteligente dos canais digitais, o contador deixa de ser apenas um cumpridor de obrigações e passa a atuar como parceiro estratégico das empresas que atende.

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Simples Nacional: alterações podem gerar impacto de R$ 50 bi

Simples Nacional: alterações podem gerar impacto de R$ 50 bi

A proposta que amplia os limites de faturamento do Simples Nacional voltou ao centro do debate no Congresso e esbarra na resistência da equipe econômica: pelas contas do governo, a medida poderia reduzir a arrecadação em quase R$ 50 bilhões ao longo dos próximos dois anos. O impacto fiscal é hoje o principal argumento do Executivo contra o texto em tramitação na Câmara dos Deputados. A discussão avança dentro da análise de um Projeto de Lei Complementar (PLP) relatado pelo deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC). Embora a proposta trate, na origem, apenas da atualização do teto do Microempreendedor Individual (MEI), o relator defende que a correção alcance também as outras faixas do regime simplificado. Os valores atuais estão parados desde 2018. O MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano; a microempresa, até R$ 360 mil; e a empresa de pequeno porte, até R$ 4,8 milhões anuais. Proposta amplia limite do Simples A ideia em análise é elevar de forma expressiva os tetos de enquadramento, o que manteria mais empresas dentro do Simples — regime que concentra vários tributos em uma única guia e, em parte dos casos, resulta em carga tributária menor. Segundo o relator, "a atualização das faixas é necessária para recompor a defasagem acumulada pela inflação e evitar distorções entre os pequenos negócios". O governo, por sua vez, entende que uma ampliação ampla do regime geraria perda relevante de receita — tanto pela redução do valor pago por quem já está no Simples quanto pela eventual migração de empresas hoje submetidas a regimes mais caros. Uma das propostas do relator é elevar o teto da empresa de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões; só essa mudança, calcula a Fazenda, representaria cerca de R$ 50 bilhões de impacto em dois anos. Governo defende foco no MEI Diante desse cenário, o Executivo tem defendido concentrar a mudança, num primeiro momento, no MEI, categoria que reúne cerca de 17 milhões de empreendedores. A revisão das demais faixas ficaria para uma proposta específica, mais adiante, como forma de conter o efeito sobre as contas públicas. Parlamentares favoráveis a uma atualização mais ampla, no entanto, alegam que corrigir somente o teto do MEI abriria espaço para novas distorções dentro do próprio regime. O debate também envolve estados e municípios, já que parte dos tributos recolhidos pelo Simples é partilhada entre os entes — ou seja, uma alteração nas faixas não afetaria apenas a arrecadação federal. Impacto para pequenas empresas Para quem defende a mudança, atualizar os limites aproximaria o regime da realidade econômica e permitiria que empresas seguissem enquadradas mesmo após crescerem. O argumento é que "os limites permanecem congelados desde 2018, enquanto custos, preços e receitas dos negócios aumentaram ao longo dos últimos anos". A correção também reduziria casos em que a empresa ultrapassa o teto por pouco e passa a lidar com uma estrutura tributária bem mais complexa. Já a equipe econômica avalia que a ampliação tende a diminuir a arrecadação de forma efetiva, sobretudo pela entrada de empresas maiores em um regime de tributação favorecida. Discussão ainda não tem acordo O desenho final da proposta continua em negociação entre o relator e o governo, com a resistência do Executivo concentrada no impacto de ampliar os limites para todas as empresas do Simples. Enquanto isso, o debate sobre o novo teto do MEI segue tramitando de forma separada das demais faixas. Para empresas e profissionais de contabilidade, uma eventual aprovação exigirá revisar o planejamento tributário e as projeções de faturamento, especialmente no caso dos negócios que já estão perto dos tetos atuais de enquadramento.

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Governo reduz multas do Simples Nacional e MEI em até 90%

Governo reduz multas do Simples Nacional e MEI em até 90%

Microempresas e Microempreendedores Individuais (MEIs) com pendências fiscais terão um alívio financeiro relevante. Publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (10), a Resolução CGSN nº 190/2026 define regras de adaptação do Simples Nacional à reforma tributária e prevê cortes expressivos nas multas por descumprimento de obrigações acessórias. Pela nova norma, as empresas optantes pelo Simples Nacional terão 60% de desconto nas multas de valor fixo ou mínimo. Para os MEIs, o benefício é ainda maior: a redução chega a 90%, desde que não haja regra específica mais favorável ao contribuinte. Oportunidade para regularização financeira A medida busca facilitar a retomada da regularidade fiscal e aliviar o caixa dos pequenos negócios, que muitas vezes têm dificuldade para absorver despesas extraordinárias. Na prática, o menor custo de regularização permite que micro e pequenos empresários direcionem recursos para o funcionamento e o fluxo de caixa das atividades. Regras e exceções Para garantir o desconto, o contribuinte precisa observar os critérios definidos pelo Comitê Gestor do Simples Nacional: Prazo de pagamento: o benefício só vale se a pendência for regularizada e a multa quitada em até 30 dias após a notificação. Sem necessidade de negociação: quando a penalidade se enquadra na resolução, o desconto é aplicado diretamente no pagamento dentro do prazo, sem abrir processo de negociação individual com o Fisco. Exclusões: as reduções não se aplicam a casos graves, como sonegação, fraude, simulação, conluio, resistência ou embaraço à fiscalização. A orientação é que empresários e contadores avaliem individualmente cada notificação recebida para verificar o enquadramento na norma e não perder o prazo legal.

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Como uma empresa deve agir diante de denúncias de assédio sexual

Como uma empresa deve agir diante de denúncias de assédio sexual

Receber uma denúncia de assédio sexual no trabalho exige uma resposta rápida, séria e responsável da gestão. É uma situação delicada, que afeta diretamente a integridade dos colaboradores, o clima organizacional e a responsabilidade jurídica da empresa. Saber como agir desde o primeiro momento é fundamental para conduzir o processo de forma correta e ética. A obrigação de combater essa prática ganhou mais rigor com a Lei nº 14.457/2022, que passou a exigir das empresas regras claras de conduta, canais permanentes para receber e apurar denúncias e ações de capacitação e prevenção contra o assédio e outras formas de violência no ambiente de trabalho. Primeiras providências e acolhimento à vítima Ao tomar conhecimento de uma acusação, o primeiro passo da empresa deve ser acolher adequadamente a pessoa denunciante, com escuta qualificada e sem julgamentos. Garantir a confidencialidade das informações é indispensável para proteger a privacidade dos envolvidos e evitar retaliações. Em seguida, a gestão deve avaliar a adoção de medidas cautelares, como o afastamento temporário ou o remanejamento de setor dos envolvidos durante a apuração, preservando a integridade física e psicológica da vítima. A investigação deve ser acompanhada por um comitê de ética, pelo setor de Recursos Humanos ou por assessoria especializada independente, com coleta detalhada de depoimentos, análise de provas — como mensagens, e-mails e registros — e a escuta formal do denunciado, assegurando o direito à ampla defesa no âmbito corporativo. A imparcialidade em todas as etapas é essencial para que as conclusões se baseiem em fatos e evidências concretas. Segundo publicação do Tribunal Superior do Trabalho, "a consolidação de canais seguros de denúncia e a rápida resposta institucional são fatores essenciais" para reduzir danos psicológicos e riscos legais. Aplicação de sanções e deveres legais Confirmada a denúncia, cabe à empresa aplicar medidas disciplinares proporcionais à gravidade da conduta, que vão da advertência formal à demissão por justa causa. Quando houver indícios de crime, a organização também pode orientar ou apoiar o encaminhamento às autoridades policiais. Além de responder ao caso individual, as empresas têm o dever de manter canais de denúncia acessíveis e anônimos e de promover ações contínuas de prevenção e conscientização. Passos ao receber uma denúncia Recebimento e registro sigiloso: registrar o relato no canal oficial, garantindo anonimato e sigilo das informações. Acolhimento inicial: oferecer escuta qualificada à pessoa denunciante, sem julgamentos e com foco em sua proteção e bem-estar. Avaliação de medidas cautelares: analisar a necessidade de afastar preventivamente o acusado ou remanejar setores durante a apuração. Instauração da investigação: encaminhar o caso ao comitê de ética ou ao RH para coleta de depoimentos, mensagens e documentos de prova. Oitiva do denunciado: ouvir a versão do acusado, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório no processo interno. Parecer e sanção: concluir a apuração com base em fatos e aplicar a penalidade cabível, da advertência à demissão por justa causa. Suporte e prevenção contínua: orientar os envolvidos sobre os desdobramentos e reforçar os treinamentos internos de prevenção ao assédio.

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